Que Mal Eu Fiz a Deus? – Uma história recheada de risadas

Pôster do filme

A comédia francesa Que Mal Eu Fiz a Deus? vem agradando bastante o público que a assiste e a via de regra nas sessões dos cinemas é a grande quantidade de risadas que os espectadores dão durante todo o desenrolar da história.

Semana passada, quando fui assistir ao filme, pude comprovar esse magnetismo cômico, pois o público (inclusive eu) ria em diversas das cenas apresentadas.   

Que Mal Eu Fiz a Deus? estreou nos cinemas franceses em 2014, sendo considerada um sucesso de bilheteria. Aqui no Brasil, o filme entrou em cartaz somente em agosto de 2015, mesmo assim, também está levando várias pessoas aos cinemas.

Para quem está ansioso por saber do que se trata a história, o trailer abaixo pode saciar um pouco, ou aumentar, a curiosidade dos que irão assistir ao filme.

Pelo que foi visto no trailer, fica claro que a história de Que Mal Eu Fiz a Deus? é construída abordando, de forma cômica, dois temas sensíveis, o preconceito étnico e religioso. 

O casal Claude e Marie são a representação máxima de toda uma sociedade que carrega preconceitos internos, mas que insiste em afirmar que não é preconceituosa.

Na maioria das vezes, as ações do casal são clichês e existem estereótipos religiosos e étnicos espalhados por todo o filme, porém é exatamente esses aspectos que dão o tom da comédia, ao mesmo tempo em que nos fazem refletir sobre como lidamos com o preconceito.

Pôster do filme

Sobre essa reflexão que percebo que o filme nos faz ter, ela está diluída nas ações dos demais personagens, nas irmãs mais velhas de Laure e nos seus respectivos maridos, que não gostam de sentirem-se discriminados, mas discriminam uns aos outros em vários comentários.

Às vezes, um comentário que fazemos, está, inconscientemente, carregado de pensamentos preconceituosos e, com isso, Que Mal Eu Fiz a Deus? consegue trabalhar  extremamente bem.

Quanto a família de Charles (noivo de Laure) eles são o “choque de guerra” com a família Verneuil. O encontro de duas famílias preconceituosas é uma forma de mostrar que o que é considerado padrão ideal é uma perspectiva individual e que preconceito é algo que pode desaparecer quando se tem um olhar mais atento.

Algumas pessoas dizem que o filme não tem profundidade e que só existem clichês, porém é preciso entender que a história é uma comédia e a abordagem mais superficial sobre questões de preconceito é o que faz Que Mal Eu Fiz a Deus? ser um filme leve, extremamente divertido e que transmite seu objetivo principal, nos fazer refletir o quanto os estereótipos ainda fazem parte do nosso cotidiano e o quanto instigam o preconceito.

E aí, quem ficou interessado em assistir ao filme? Eu recomendo. 😉

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4 comentários sobre “Que Mal Eu Fiz a Deus? – Uma história recheada de risadas

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