A Dama Dourada – uma cativante história verídica

Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial
Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial

O filme A Dama Dourada, dirigido por Simon Curtis, chegou aos cinemas brasileiros em 13 de agosto deste ano como uma singela história que convida o espectador a ver a arte e a ocupação nazista por uma outra perspectiva.

A narrativa conta a história verídica de Maria Altmann, interpretada pela ótima Helen Mirren, uma senhora austríaca que emigrou para os Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial e deixou para trás várias recordações de sua vida em Viena.

Uma dessas lembranças é a pintura com o retrato de sua tia, Adele Bloch-Bauer, feita pelo pintor simbolista Klimt e que é consagrada uma das mais importantes obras de arte austríaca. Um quadro conhecido por muito tempo como A Dama Dourada.

A dama dourada
Pintura de Adele Bloch-Bauer, feita por Klimt. Imagem: Divulgação/Site Oficial

O filme mostra a batalha travada por Maria e seu advogado, Randol Schoenberg (interpretado por Ryan Reynolds), pelo direito de ser reconhecida como proprietária do quadro e poder tirá-lo da Áustria.

No trailer abaixo é possível sentir o ritmo da história:

A Dama Dourada tem um enredo carregado de drama, principalmente nas cenas em flashback que mostram a vida de Maria quando ela estava em Viena. Esses momentos são transmitidos de forma que possamos, assim como Maria, sentir uma melancolia pelas vivências daquele período.

Apesar de ser um filme dramático, o enredo não se desenvolve de forma lenta, exatamente pelo fato dele ser construído sob o aspecto da batalha judicial, ritmizado pela ansiedade de quem irá vencer aquela disputa.

Algo que trouxe mais emoção para a história foi a trilha sonora, elaborada pelos compositores Hans Zimmer e Martin Phipps. As músicas, em sua maioria instrumentais, trazem uma grande carga emocional dentro de si, com arranjos que preenchiam a sala de cinema.

Aqui estão algumas faixas da trilha sonora do filme:

A Dama Dourada nos faz ver a arte com uma história atrelada a ela e não somente como uma representação exposta em um museu e distante da nossa realidade.

O filme nos traz também uma nova reflexão sobre a invasão nazista, onde vemos que mesmo os sobreviventes do período que não foram para os campos de concentração, têm traumas da época e estão marcados por perdas de qualquer maneira.

Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial
Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial

Com o desenrolar do enredo vamos sendo mais cativados pela história e pela forma com que Maria enfrenta seu passado. Essa superação da personagem pode ser vista nas cenas em flashback, que no início têm um tom melancólico e perto do fim do filme adquirem aspectos de lembranças saudosas, porém boas.

Quanto aos personagens, Helen Mirren atua de forma que somos capazes de sentir toda tristeza e temor que Maria sente, apenas pela expressão em seu rosto. Ryan Reynolds está interessante, mas falta profundidade em algumas cenas. E Daniel Bruhl, no papel do jornalista austríaco que ajuda no caso, não é muito explorado no filme, mas sai-se bem nas cenas em que aparece. 

foto de Maria e Randol
Maria e Randol. Imagem: Divulgação/Site Oficial

Alguns pontos acabam sendo “lugar comum” de outras narrativas, principalmente a construção do personagem do advogado Randol, onde existe a insegurança meio atrapalhada de um alguém em início de carreira, e a interação entre ele e Maria, com a típica briga x afeição. Esses pontos poderiam ter sido construídos de outras maneiras para dar mais originalidade ao filme.

Apesar de alguns aspectos que deixaram a desejar, espero que vocês vejam o filme, ele está ainda em cartaz no cinema da Rosa e Silva, e me contem o que acharam.

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2 comentários sobre “A Dama Dourada – uma cativante história verídica

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