Vivências na Bienal do Livro de Pernambuco 2015 – parte 2

Foto: Divulgação | Site Oficial do Evento
Foto: Divulgação | Site Oficial do Evento

Olá gente.

Como havia prometido, esse é o segundo post abordando a Bienal de Pernambuco e aqui vocês vão conhecer novidades muito bacanas sobre a literatura nacional. Quem for para o evento vai perceber como o nosso país tem histórias promissoras e que não precisamos enfatizar somente os enredos estrangeiros. Além do mais, ter a oportunidade de conversar com autores é muito bom e quem comprar os livros, ainda sai com um autógrafo.

Durante minhas andanças pela feira,  tive a oportunidade de conhecer seis autores, os quais escreveram estilos diferentes de literatura, desde fantasia à drama e histórias mais realistas. Foi um momento ótimo para conversar sobre a motivação deles para escrever e entender melhor os enredos ficcionais que imaginaram.

E que comecem as aventuras!

Da esquerda para direita: Rafael Montenegro, Lívia Messias e Jéssica Figueiredo. Foto: Bárbara Valdez
Da esquerda para direita: Rafael Montenegro, Lívia Messias e Jéssica Figueiredo. Foto: Bárbara Valdez

Os três primeiros autores que encontrei foram Rafael Montenegro, Lívia Messias e Jéssica Figueiredo. Os três foram super atenciosos e explicaram um pouquinho sobre a história dos seus livros. As meninas são daqui de Recife-PE e Rafael é da Paraíba, ou seja,

Foto: Divulgação
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Seguindo a ordem da foto, vou começar explicando sobre As Crônicas de Pindorama, narrativa escrita por Rafael Montenegro – vestido a caráter como chefe indígena e autor do blog Pindorama Geek. A história é de literatura fantástica e aborda várias lendas brasileiras presentes na cultura indígena do país. O primeiro livro do que será uma trilogia é Piná e o Despertar da Escuridão, onde cinco personagens (Annabel, Taci, Iaci, Uke Hetay e Fernão) irão encontra-se na terra de Pindorama, também chamada de Brasil.

Foto: Divulgação
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Os livros escritos por Lívia Messias  foram O Jardineiro e O Vestido de Trinta Rosas (este último era o ela estava divulgando na Bienal). Ambos os livros buscam falar com singeleza de sentimentos como amor e amizade, retratando temas de insegurança e superação.

O Vestido de Trinta Rosas mostra a história de uma garota que com medo do rapaz por quem está apaixonada não corresponder ao seu amor, recorre a um encantamento para assegurar-se de que esse rapaz sempre a amará. Porém como todos sabem, a magia sempre tem um preço e é a partir daí que a enredo desenrola-se.

O Jardineiro traz a história de Nanci, uma mulher que perdeu o encanto pela vida, mas que com a ajuda de Ângelo, pode ver o seu jardim renascer, juntamente com sua alegria de viver.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Jéssica Figueiredo (do blog Hora da Leitura) escreveu Memórias de Julho, um livro com um enredo bem interessante sobre os tempos de infância que muitas vezes são esquecidos por nós. A história fala de cinco amigos muito próximos quando ainda pequenos e que guardam seus tesouros e lembranças em um baú todos os anos. Com o tempo, a amizade enfraquece e os amigos perdem o contato, mas um deles – Marcos – ainda guarda o baú e começa a ter sonhos estranhos desse tempo de criança. A partir daí, Marcos sai em busca de suas antigas amizades.

Autor Zeca Machado. Foto: Bárbara Valdez
Autor Zeca Machado. Foto: Bárbara Valdez

O próximo autor com quem tive contato foi Zeca Machado, um mineiro que é apaixonado por literatura fantástica. A história que ele criou, A Chave dos Mundos, se passa numa terra distante cercada de criaturas míticas, como elfos e gnomos e é dividida em seis livros (dos quais dois já estão publicados, A torre de Phat Halor e As escadas de Urttor).

Foto: Divulgação
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O enredo dos livros gira em torno de duas irmãs gêmeas, separadas no nascimento e que se reencontram aos 17 anos para descobrir que fazem parte de uma profecia proclamada milhares de anos atrás. Durante a Bienal, Zeca explicou que escreveu a história por causa de um sonho que teve – e que se repetiu várias vezes, só deixando de acontecer quando ele começou a escrevê-lo.

Os livros seguem um estilo literário de mundos imaginários criados por Tolkien e prometem o público. De acordo com o autor, o terceiro livro será lançado até o final do ano e as edições seguintes serão publicadas anualmente. Além dessa história, Zeca informou que uma outra já está saindo do papel e deve ser lançada em breve. Vamos aguardar novidades.

Da esquerda para direita: Sidney Nicéias e Carlos Sierra.
Da esquerda para direita: Sidney Nicéias e Carlos Sierra. Foto: Bárbara Valdez

Por fim, mas não menos importante, pude conversar com os autores Sidney Nicéias e Carlos Sierra. Sidney é de São Paulo e Carlos é colombiano, então também temos um pouquinho de literatura estrangeira no post.

Foto: Divulgação
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Os livros publicados por Sidney foram O Que Importa é o Caminho; O Rei, a Sombra e a Máscara; A Grande Ilusão; e Vic e o Homem Feito de Nuvens.  Todos os enredos são bastante interessante, mas o que mais me chamou atenção foi o último livro.

Foto: Divulgação
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Vic e o Homem Feito de Nuvens tem uma característica de infanto juvenil, mas a história parece ser construída de modo mais profundo. O enredo fala de um menino que conhece um homem que diz vir das nuvens. Esse homem quer ajudar o garoto e tornar-se seu amigo, mas será que essa história é realmente tão ingênua e bondosa como o garoto ver? O homem é um ser imaginativo ou alguém real, com boas ou más intenções?

Fiquei muito curiosa para ler esse livro! De certa forma, ele deve ter uma construção que lembra As Aventuras de Pi, onde as histórias do personagem podiam ter sido reais ou não.

Foto: Divulgação
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Quanto à Carlos Sierra, ele é poeta, crítico e escritor. Os livros que publicou foram Habitación Desnuda, La Estación Baldía e, o mais recente, Noticias Del Espejo (“Notícias do Espelho”), de 2008. Esses três livros, voltados para poesias, fazem parte do que o autor chama de Trilogía de la Soledad.

No último livro, Noticias del Espejo, Carlos buscou expressar suas experiências vividas em um mundo agitado recheado de paixões, violência e tensões tecnológicas. É uma expressão das inquietações do autor diante da modernidade e dos dilemas enfrentados pela sociedade.

Espero que vocês tenham curtido as histórias que mostrei aqui. Quem estiver em Pernambuco e quiser passar na Bienal, vá lá, converse com os autores e procure saber mais sobre os livros, ou seja, aproveitem!

Grande abraço.

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