Asylum – a loucura pode estar dentro de nós

Foto: Bárbara Valdez
Foto: Bárbara Valdez

Para aqueles que gostam de terror, Asylum é uma história interessante. Escrito por Madeleine Roux, o livro tem um roteiro que foi construído com o objetivo de criar o clima certo de medo no leitor, num misto de sobrenatural, real e  insanidade.

Durante a leitura somos apresentados a três adolescentes que vão fazer um curso de verão no New Hampshire College: Dan, Abby e Jordan. Logo que chegam ao local, eles descobrem que o dormitório dos alunos está situado numa casa que anos atrás era um sanatório para pessoas violentas, o Brookline.

Foto: Bárbara Z Valdez
Foto: Bárbara Z Valdez

Ao longo da história, o leitor vai, junto com os personagens, entrando pouco a pouco no ambiente perturbador dos corredores que antes abrigavam o sanatório. A cada página virada é como se não tivéssemos mais certeza do que é passado ou presente, do que é real ou alucinação.

Os três amigos parecem estar conectados entre si e conectados com o passado daquele lugar, em especial Dan, que começa a receber bilhetes estranhos e a questionar sua própria sanidade.

No booktrailer (está em inglês, mas consegue-se perceber o suspense facilmente) abaixo é possível sentir o clima da história e já se arrepiar com o livro:

Durante a leitura, o clima de tensão e suspense torna-se mais vívido com as fotos dispostas ao longo do livro, pois elas são imagens de manicômios e de pacientes reais, o que faz o leitor imergir por completo na história.

Essa ideia de trabalhar com fotos reais foi muito interessante, pois o terror e o suspense estão fortemente associados com o visual de lugares sombrios ou abandonados, e as imagens dispostas no livro têm exatamente essa característica, fazendo a história ficar gravada na nossa mente por muito mais tempo.

Foto: Bárbara Z Valdez
Foto: Bárbara Z Valdez

Mas apesar do que possa aparentar, Asylum não é um livro de cenas claramente aterrorizantes, na verdade, ele vai construindo-se aos poucos, ocupando espaço na mente do leitor. É claro que em muitos momentos existe aquele frio na barriga, mas o ponto forte da história é a sensação de inquietação e ansiedade que permeia toda a narrativa, como se algo muito drástico estivesse aprisionado e precisasse ser revelado.

Foto: Bárbara Valdez
Foto: Bárbara Z Valdez

Quando o livro chega ao fim, algumas coisas são esclarecidas, porém aumenta ainda mais a sensação de que existe um mistério atrelado aos personagens que não foi revelado (ou talvez tudo seja uma alucinação na qual nós mesmos embarcamos).

A falta de definição no desenlace do livro não é ruim, já que a história faz parte de uma trilogia (juntamente com Sanctum e Catacomb) e a vontade de ler a próxima aventura vem de imediato.

asylum
Foto: Divulgação

Aqui no Brasil, Asylum foi publicado pela editora V&R, assim como o segundo livro da série, Sanctum. Catacomb ainda não foi traduzido para o português, mas vamos torcer para a editora publicá-lo em breve.

Se vocês já estão ansiosos por uma leitura que irá deixá-los em constante tensão, não deixem de ler Asylum.   

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2 comentários sobre “Asylum – a loucura pode estar dentro de nós

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