Uma Longa Jornada

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Foto: umalongajornada.com.br | Reprodução

Quem gosta de histórias de romance vai adorar ler a resenha cinematográfica de hoje. Uma Longa Jornada é o tipo de filme que traz certa nostalgia e explora ao máximo as emoções do telespectador. Mesmo sendo considerada clichê por alguns críticos, acredito que o diferencial da obra está no modo como ela trabalha as relações amorosas e não em ficar óbvio ou não o que vai acontecer na próxima cena.

O que mais me agradou foi que o romance do filme não é feito apenas de rompantes momentâneos de paixão. A narrativa trabalha com o amor a longo prazo, no qual esse tenta manter-se firme ante os problemas cotidianos e o desgaste do tempo.

A obra chegou ao Brasil no ano passado, estreando nos cinemas no mês de maio. O romance é baseado no livro Uma Longa Jornada, escrito por Nicholas Sparks, autor também de outras aventuras como Diário de uma Paixão, Noites de Tormenta e Um Amor pra Recordar.

Nunca li nenhum dos textos de Sparks, mas já assisti aos vários filmes deles adaptados. Além de Diário de uma Paixão, cuja história acho linda e conta com uma ótima atuação de Ryan Gosling e Rachel McAdams, Uma Longa Jornada foi a segunda obra que mais gostei de vivenciar. Minha vontade era continuar acompanhando os personagens por um período muito maior do que os 120 minutos em tela.

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Sophia e Luke. Cena do filmeFoto: umalongajornada.com.br | Reprodução

A aventura se passa em dois momentos distintos. No tempo presente vemos o início da relação amorosa entre Luke (Scott Eastwood) e Sophia (Britt Robertson) e simultaneamente acompanhamos, por meio de flashbacks, a história de Ira (Alan Alda no presente e Jack Huston no passado) e Ruth (Oona Chaplin), ocorrida perto da 2ª Guerra Mundial.

A conexão entre essas quatro pessoas ocorre quando Ira, já idoso, sofre um acidente na estrada e é levado pelos jovens protagonistas atuais para o hospital. Enquanto espera notícias dos médicos, Sophia começa a ler algumas cartas que ela resgatou do carro de Ira. À medida que a leitura acontece, o telespectador volta no tempo e acompanha os bons e maus momentos pelos quais aquele senhor já passou.

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Sophia e Ira no no tempo atual. Cena do filme. Foto: filmb.com.br | Reprodução

As partes do filme que focam a história lembrada nas cartas são muito gostosas de assistir. Elas trazem todos os sentimentos de um relacionamento (insegurança, paixão, amor, frustração, companheirismo, cumplicidade) de forma simples, na qual a maioria dos casais conseguirá perceber-se. Esses momentos conseguiram, para mim, trabalhar o romance de maneira completa, sem apelar para um amor muito idealizado.

A relação entre Luke e Sophia também tem muita simplicidade. O modo como os personagens começam a se conhecer é bem cativante. Não existem provações iniciais, os diálogos não são autoconfiantes e tudo transmite aquele “ajuste” inicial entre dois desconhecidos buscando ganharem confiança um no outro.

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Ruth e Ira. Cena do filme. Foto: umalongajornada.com.br | Reprodução

Ao longo do enredo surgem os empecilhos na relação dos protagonistas do presente. Luke e Sophia vivem em mundos diferentes, ela quer trabalhar com arte e tem uma oferta de emprego numa galeria em Nova Iorque, local distante da atual Carolina do Norte onde se conheceram. Luke, por outro lado, é um peão de rodeio e está em busca do título nacional do campeonato, mesmo depois de ter sofrido um grave acidente no torneio.

As situações pelas quais cada protogonista passa retratam conflitos que todos na vida real estão sujeitos a enfrentar. Gostei bastante da cena em que Luke diz que trabalhar nos rodeios é a única coisa que ele sabe fazer e como aquilo representa o medo que muitos têm de iniciar algo novo.

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Luke e Sophia no 1º encontro. Cena do filme. Foto: umalongajornada.com.br | Reprodução

O final do enredo também não decepciona e apesar de ter momentos tristes, traz uma renovação da esperança como marcas fundamentais.

Apesar da história de Uma Longa Jornada ser ótima, o filme em si deixou a desejar. A interação entre os atores parecia superficial em alguns momentos e alguns erros em mudanças de cena eram visíveis (como as roupas de Sophia estarem molhadas depois dela ter resgatado Ira do acidente e ficarem completamente secas assim que ela chega no hospital).

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Sophia e Luke. Cena do filme. oto: umalongajornada.com.br | Reprodução

Mesmo não sendo uma obra prima, recomendo muito o filme à quem gosta de narrativas românticas e quer aproveitar uma história prazerosa numa noite de fim de semana chuvosa.

Um beijo a todos e até a resenha de domingo.

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