A irreverência de Deadpool conquista o público

Deadpool
Foto: Fox Films | Reprodução.

Deadpool estreou nos cinemas nacionais em 11 de fevereiro e desde então continua em primeiro lugar nas bilheterias. O filme traz como personagem principal o super-herói politicamente incorreto, que fala palavrão, faz piada de tudo e gosta de cenas de ação sanguinolentas. O público mais do que aprovou a história contada, as sessões estão quase sempre lotadas e mesmo durante os créditos finais as cadeiras não se esvaziam.

Nos primeiros minutos já podemos perceber o estilo da obra. Em uma perseguição típica de Hollywood, acompanhamos Deadpool (interpretado por Ryan Reynolds) matar pessoas, xingar todos os bandidos e o mais interessante, conversar com o espectador. A partir desse momento, o próprio personagem olha para a tela e diz que esse não é o filme de super-heróis ao qual possamos estar acostumados.

Deadpool
Cena do filme. Foto: Fox Films | Reprodução.

Contada numa mistura de passado e presente, a produção mostra quem é Wade Wilson e como ele se tornou o Deadpool. Acompanhamos seu romance com a prostituta Vanessa Carlysle (Morena Baccarin), a descoberta do câncer terminal e a experiência de cura resultando na aquisição de poderes sobre-humanos. Porém nem tudo é positivo na mudança e no processo Wade fica com uma aparência desfigurada. O restante do filme é a sua busca por vingança ao mesmo tempo em que tenta recuperar seu aspecto antigo.

A estrutura em si do enredo não traz nada de novo, pelo menos no que se refere aos momentos vividos por um super-herói. O que acredito ter chamado atenção do público foi a personalidade do protagonista, a qual foge do esteriótipo de “bom moço”. Deadpool é meio pastelão, impulsivo e bem desbocado, uma construção fiel aos quadrinhos.

Deadpool
Deadpool nos quadrinhos. Foto: Marvel | Reprodução.

Minha crítica quanto ao filme é que ele cumpre muito bem seu papel como produção de entretenimento e a interpretação de Ryan Reynolds também não deixa a desejar. Contudo não entendo o porquê de tantos comentários positivos acerca da obra, já que ela tem o mesmo tipo de conteúdo de outras adaptações de quadrinhos, como X-Men ou Homem de Ferro, só que com mais sexo e sangue. O que me parece é que as pessoas gostam de ver violência contextualizada de forma divertida e gostam de um personagem que se acha o máximo e não está nem aí para as consequências de suas ações.

O único ponto que acredito realmente ter se destacado na narrativa foi o humor ácido, ocorrido em grande parte durante a interação com o espectador. Os momentos com os personagens do X-Men, Colossus (Stefan Kapicic) e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand), também são pura zoação e ótimos de assistir. 

Deadpool
Cena do filme. Foto: Fox Films | Reprodução.

Por fim, Deadpool é uma boa pedida para quem gosta de ação e é apaixonado pelo universo dos quadrinhos.

 

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