“A Bruxa” traz um terror visceral

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A Bruxa. Foto: Universal Pictures / Divulgação.

Um dos filmes de terror mais comentados dos últimos meses, A Bruxa tem uma história que vai se construindo aos poucos e chega ao clímax de modo perfeito. A mídia nacional, internacional e até um dos grandes autores do gênero, Stephen King, afirmam que a obra é intensa e foi construída para causar medo e não sustos no espectador.

O diretor e também idealizador do filme é Robert Eggers, um norte-americano que se inspirou em diversas lendas folclóricas da região da Nova Inglaterra – USA. Ele conta que inclusive vários diálogos usados na produção foram tirados de documentos históricos reais.

A Bruxa tem um enredo que gira em torno de uma tradicional família cristã do século XVII, que, depois de ser expulsa do vilarejo onde vivia, passa a morar numa fazenda isolada. Em determinado momento, o filho recém-nascido da família desaparece quando estava sob os cuidados de Thomasin (Anya Taylor-Joy), sua irmã mais velha.

Desde o início o espectador sabe que tem algo de ruim rondando aquelas pessoas, só não fica tão claro no início se é sobrenatural ou se são rituais feitos de forma terrena. No desenvolver da trama o que fica certo é a mistura de fanatismo religioso e mortes brutais.

A Bruxa. Foto: Universal Pictures / Divulgação.
Anya Taylor-Joy como Thomasin. Cena do Filme. Foto: Universal Pictures / Divulgação.

Com o sumiço do bebê, as relações entre os membros da família tornam-se cada vez mais tensas. A mãe passa a culpar Thomasin por quase tudo, o pai está perdido sem saber como melhorar o clima na casa, os gêmeos estão falando com um bode e sobre um bruxa da floresta. Thomasin e seu irmão do meio, Caleb, são os únicos que tentam pensar de maneira mais objetiva, porém tudo piora quando eles entram na floresta.

Perto do fim da obra, eu comecei a ficar realmente tensa. Em determinada parte, inclusive, torci para o filme terminar por ali. A questão é que a maior parte do enredo trabalha com coisas terrenas, por mais que exista a questão do sobrenatural em torno, é mais fácil o espectador achar que poderá lidar com o que está acontecendo. O final, no entanto, passa para algo maior e nos sentimos à deriva naquela fazenda solitária.

Fazenda da família. Cena do filme. Foto: Universal Pictures / Divulgação.
Fazenda da família. Cena do filme. Foto: Universal Pictures / Divulgação.

Mesmo com todo o clima sombrio em torno do filme, quem estiver buscando por cenas agitadas irá se decepcionar. Grande parte da história se passa num ritmo lento, exatamente como a vida da família em meio à floresta. Apenas a última terça parte ganha cenas de tirar o fôlego.

A Bruxa é construída de modo diferente da maioria das produções de terror. Ela faz a história do sobrenatural torna-se mais real, traz rituais carnais e esse equilíbrio é o que torna o filme impactante.

Aqui no Brasil, a obra estreou no começo de março e quem quiser ver ainda consegue encontrá-la nos cinemas. Confiram o trailer legendado e até a próxima história:

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