“Labirinto” é uma narrativa completa

Labirinto

Ambientado na França contemporânea ao mesmo em que retrata o período tenso das Cruzadas do século XVIII, o livro é uma teia bem construída de acontecimentos. Cenas de suspense e ação são contrabalanceadas com romance, traições e uma pitada de sobrenatural. Labirinto não cansa o leitor em nenhum momento, mantendo-se intenso até a última página.

A história foi escrita pela inglesa Kate Mosse e publicada no Brasil pela Suma de Letras, em 2006. O livro é bem extenso, porém suas mais de 500 páginas são necessárias para construir com profundidade a narrativa.

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Lagoena é uma colcha de retalhos

lagoena
Foto: Fan page oficial do livro | Reprodução

O livro tem uma premissa de fantasia interessante, mas a forma que o enredo foi desenvolvido não traz nada de novo e no fim da leitura percebi que o texto se constrói sobre uma série de cenas já vistas em diversas outras narrativas do gênero.

Lagoena foi escrita pela Laisa Couto e publicada em 2014 pela Editora Draco. A trama acompanha a jornada de Rheita, uma menina de 10 anos que descobre metade de um mapa mágico em sua casa. Decidida a desvendar os segredos do mapa e crendo que ele irá levá-la para perto do seu pai (desaparecido muito tempo atrás), a menina parte, junto com seu amigo Kiel, numa aventura para a terra mágica de Lagoena.

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Eu, Robô – uma instigante construção de ficção científica

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Foto: Bárbara Valdez

Nove contos interligados nos quais os robôs são o tema central de cada um deles. Histórias escritas há mais de 70 anos, mas que continuam atuais em muitos aspectos, servindo de inspiração para uma infinidade de outras aventuras que surgiriam posteriormente.

O livro Eu, Robô traz uma narrativa fluida (apesar de trabalhar com abstrações e questões cientificamente técnicas), tem histórias envolventes desde a primeira página e cada universo criado é bem escrito e completo em si mesmo.

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Puros -“É a feiura que dá beleza às coisas bonitas”

puros

Na história de hoje entraremos num ambiente devastado por bombas atômicas, onde as pessoas lutam pela sobrevivência e têm de conviver com marcas físicas resultantes da radiação e das explosões. Assim, a grande maioria da população sobrevivente possui cicatrizes, amputações e o que a autora chama de fusões, ou seja, corpos que estão ligados a outros corpos (como siameses), humano ligado a animais e a objetos, deformações em geral.

Uma parte da sociedade, no entanto, conseguiu proteger-se da devastação, abrigando-se em um Domo. Essas pessoas são fisicamente perfeitas e até com investidas genéticas de aperfeiçoamento, essas pessoas são os Puros.

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S. – uma experiência literária

Capa de S. com os vários anexos que compõem a obra.

A história de hoje é uma das mais comentadas nas redes sociais da Editora Intrínseca nos últimos meses. O livro “S.” tem uma proposta de encher os olhos de qualquer leitor e uma premissa que parece ser muito instigante. A aventura foi escrita pelo roteirista J.J. Abrams (o mesmo que trabalhou na série Lost) e pelo romancista Doug Dorst, tendo sido publicada aqui no Brasil no fim do ano passado.

A experiência que tive com a leitura foi algo de amor e ódio. “S.” tem uma construção completamente diferente de tudo que eu já tenha lido anteriormente, então o impacto para saber como absorver a história foi intenso. Posso dizer que é preciso estar desarmado de qualquer concepção prévia sobre linearidade narrativa e, acima de tudo, estar disposto a entrar no jogo de mistério que perpassa por todos os personagens do livro.

Vamos começar?

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Fortunately, The Milk – uma aventura bem maluca

Capa do livro com os detalhes da jacket e da capa dura original. Foto: Bárbara Valdez
Capa do livro com os detalhes da jacket e da capa dura original. Foto: Bárbara Valdez

Quem aqui gosta do Neil Gaiman? E de histórias meio malucas que trabalham com uma série de personagens diferentes? Se você respondeu sim a essas duas perguntas, pode achar interessante o livro Fortunately, The Milk (algo como, Felizmente, O Leite, em tradução livre).

A aventura começa com um pai que foi comprar leite para o café do manhã dos filhos. Tudo normal até aí, mas então, meio que de repente, o homem se vê envolvido numa série de acontecimentos surreais com dinossauros, alienígenas, piratas, vampiros, pôneis, deuses e, ufa!, policiais intergaláticos. A partir daí é confusão atrás de confusão.

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Sr. Holmes – reinterpretando um personagem

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Foto: Bárbara Valdez

Primeira resenha de 2016! Olá pessoal, antes de começar falando da história de hoje, quero desejar mais uma vez um super início de ano e que todas as metas que prometemos em dezembro se cumpram nesse ano. 🙂

Para os apaixonados pelo universo que permeia as aventuras do famoso detetive Sherlock Holmes, o livro Sr. Holmes, escrito por Mitch Cullin, traz esse personagem inserido numa outra perspectiva, como um senhor de 93 anos que não está mais no auge de suas conquistas.

A edição foi publicada pela Editora Intrínseca em 2015 e tem vários comentários positivos de jornais internacionais na contracapa. A história também serviu de inspiração para o filme Sr. Holmes, estrelado por Ian Mckellen, cujo trailer está logo abaixo. Inclusive a capa do livro da edição da Intrínseca é baseada no filme e apesar de não ser muito fã desse tipo de capa, achei que essa trouxe uma simplicidade e beleza sóbria ao exemplar.

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