“Quarto de Jack” é uma produção primorosa

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Jacob Tremblay e Brie Larson como Jack e Joy, respectivamente, em cena do filme. Foto: Universal Pictures | Reprodução.

Ser sequestrada, ficar trancada durante anos num quarto minúsculo, sofrer abusos regulares, ter um filho, criar um ambiente feliz para a criança, transformar o quarto no universo dele. O Quarto de Jack traz uma história forte, passa uma sensação sufocante e reveste tudo isso na relação de amor entre mãe e filho, narrando os acontecimentos pelo olhos de Jack, um garoto de cinco anos.

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“A Garota Dinamarquesa” é uma produção sensível

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Eddie Redmayne, à esquerda, e Alicia Vikander em cena do filme. Foto: Universal Pictures | Reprodução.

O filme baseado na história da transgênera Lili, primeira pessoa a passar pela cirurgia da mudança de sexo no mundo, contou com o ator Eddie Redmayne no papel principal e deu o Oscar (muito bem merecido) de melhor atriz coadjuvante para Alicia Vikander, que atuou como a esposa de Einar Wegener (nome de Lili antes da mudança).

A produção teve grande repercussão mundial, desde críticas positivas até alguns países proibindo a entrada do filme. A Garota Dinamarquesa foi baseada num livro homônimo, aqui no Brasil publicado pela Editora Rocco, e estreou nos cinemas nacionais em fevereiro deste ano.

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Samba – uma obra cheia de sutilezas

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Charlotte Gainsbourg e Omar Sy em cena de Samba. Fonte: recantoadormecido.com.br

Depois de um certo tempo venho trazer mais uma história relacionada a filmes aqui no blog. “Samba” foi produzido na França, em 2014, e tem como estrelas principais a atriz Charlotte Gainsbourg, cuja última atuação foi em Ninfomaníaca, e o ator Omar Sy, que fez o ótimo filme, Intocáveis.

Eu gosto bastante de obras cinematográficas francesas, de modo geral elas trabalham as histórias mais calmamente, sem a necessidade de bombardear o espectador com uma série de acontecimentos inesperados, o que é uma característica marcante de Hollywood.  Em “Samba” temos uma mistura de romance com o aspecto conturbado atual em torno da imigração que ocorre em Paris e nas demais cidades da França.

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Joyland – “nós vendemos diversão!”

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Capa de Joyland. Foto: Bárbara Valdez

O primeiro livro que li de Stephen King foi Joyland e posso dizer que essa experiência não me decepcionou em nada e correspondeu a todas as críticas positivas que existem sobre o autor.

O comentário que está na capa do livro é uma citação do Entertainment Weekly, a qual considera a história “profunda, divertida, cheia de reviravoltas, despretensiosa e, por fim, arrasadoramente triste”. Eu não entendia como um livro podia ser tantas coisas assim ao mesmo tempo, mas enquanto lia Joyland senti exatamente cada uma dessas nuances.

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Frankenstein – revisitando um clássico

Frankenstein. Foto: Bárbara Valdez
Frankenstein. Foto: Bárbara Valdez

A história de Frankenstein foi escrita em 1818, na Inglaterra, por Mary Shelley. Depois disto, existiram inúmeras adaptações sobre o monstro criado pelo cientista que queria sobrepujar a morte. No livro que trago hoje, esse clássico do terror é recontado numa incrível novela gráfica elaborada pelo ilustrador e escritor Gris Grimly.

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A Revolução dos Bichos – o poder da manipulação

Capa da Revolução do Bichos

A história de hoje foi criada há 70 anos, mas seu discurso representa tão bem a sociedade humana que se mostra atemporal.

George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair) escreveu A Revolução dos Bichos na década de 1940, publicando-a logo depois da Segunda Guerra Mundial, em 1945. A história contada no livro é, basicamente, uma sátira, em forma de fábula, ao regime totalitarista da antiga União das Repúblicas Soviéticas, que tinha Stálin como líder.

George Orwell. Imagem: Divulgação/Wikemedia Commons Orwell, George (eigentl. Eric Arthur Blair), engl. Schriftsteller, Motihari (Indien) 25.1.1903 - London 21.1.1950. Foto, um 1945.
George Orwell. Imagem: Divulgação/Wikimedia Commons

Na época de sua publicação, o livro causou um grande desconforto na sociedade, tanto pela forma aberta com que criticava certas posturas políticas, como por essas críticas usarem animais para representar líderes do governo.

Mas apesar da motivação da história ser criticar o regime comunista russo, A Revolução dos Bichos tem um enredo que trata do ser humano e da sua capacidade de manipular e de desvirtuar ideais. Essa é uma abordagem que não se restringe a um momento específico, mas a toda construção da história humana.

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A Dama Dourada – uma cativante história verídica

Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial
Imagem: Divulgação/Facebook Fanpage Oficial

O filme A Dama Dourada, dirigido por Simon Curtis, chegou aos cinemas brasileiros em 13 de agosto deste ano como uma singela história que convida o espectador a ver a arte e a ocupação nazista por uma outra perspectiva.

A narrativa conta a história verídica de Maria Altmann, interpretada pela ótima Helen Mirren, uma senhora austríaca que emigrou para os Estados Unidos durante a 2ª Guerra Mundial e deixou para trás várias recordações de sua vida em Viena.

Uma dessas lembranças é a pintura com o retrato de sua tia, Adele Bloch-Bauer, feita pelo pintor simbolista Klimt e que é consagrada uma das mais importantes obras de arte austríaca. Um quadro conhecido por muito tempo como A Dama Dourada.

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